
Spot
Junho é o sexto mês do calendário gregoriano e tem 30 dias. O seu nome é derivado da deusa romana Juno, mulher do deus Júpiter.
Em 21 de junho ou próximo a esse dia, o Sol atinge o ponto mais ao norte em sua trajetória pelo céu; é o solstício de junho, começo do verão no Hemisfério Norte e do inverno no Hemisfério Sul.
Mês de São João Batista (dia 24), dia no qual me fardei no Santo Daime Alto Santo.
Festas Juninas!
Mês em que Michael Jackson desencarnou (pra vc, Maria Vitória).
E de aniversários de pessoas queridas.
Na ordem dos dias: Denize, Dawid, Renato (hoje), Livia (04), Emília (18), Luiz Gustavo (acho que 22) e minha madrinha de Vegetal, Fabíola (26).
Copa do Mundo!
E frio em São Paulo.
P. S: A fotografia eu postei por acaso...que não existe. Por isso eu deixei, de propósito. O mariri me dá a força.
Bom mês pra todos nós.
Máxima de 17º, mínima da 11°. Com chuva.

Tem os sons clássicos, as pessoas, as vibes.Por: Luis Fernando Verissimo
"Dar é dar.
Fazer amor é lindo, é sublime, é encantador, é esplêndido.
Mas dar é bom pra cacete.
Dar é aquela coisa que alguém te puxa os cabelos da nuca…
Te chama de nomes que eu não escreveria…
Não te vira com delicadeza…
Não sente vergonha de ritmos animais. Dar é bom.
Melhor do que dar, só dar por dar.
Dar sem querer casar….
Sem querer apresentar pra mãe…
Sem querer dar o primeiro abraço no Ano Novo.
Dar porque o cara te esquenta a coluna vertebral…
Te amolece o gingado…
Te molha o instinto.
Dar porque a vida é estressante e dar relaxa.
Dar porque se você não der para ele hoje, vai dar amanhã, ou depois de amanhã.
Tem pessoas que você vai acabar dando, não tem jeito.
Dar sem esperar ouvir promessas, sem esperar ouvir carinhos, sem
esperar ouvir futuro.
Dar é bom, na hora.
Durante um mês.
Para os mais desavisados, talvez anos.
Mas dar é dar demais e ficar vazio.
Dar é não ganhar.
É não ganhar um eu te amo baixinho perdido no meio do escuro.
É não ganhar uma mão no ombro quando o caos da cidade parece querer te abduzir.
É não ter alguém pra querer casar, para apresentar pra mãe, pra dar
o primeiro abraço de Ano Novo e pra falar:
“Que que cê acha amor?”.
É não ter companhia garantida para viajar.
É não ter para quem ligar quando recebe uma boa notícia.
Dar é não querer dormir encaixadinho…
É não ter alguém para ouvir seus dengos…
Mas dar é inevitável, dê mesmo, dê sempre, dê muito.
Mas dê mais ainda, muito mais do que qualquer coisa, uma chance ao amor.
Esse sim é o maior tesão.
Esse sim relaxa, cura o mau humor, ameniza todas as crises e faz você flutuar.
Experimente ser amado…"
Experimente dar e fazer amor ao mesmo tempo.
Rainha Coroada.
1 mês na fila.
"Ontem, dia 12 de maio, ocorreu o primeiro da série de Seminários de Cinefilia, promovida pelo Espaço Unibanco de Cinema. A palestra foi aberta com o documentário “Cidadão Langlois” (1995), de Edgardo Cozarinsky, sobre Henri Langlois (1914-1977), que dedicou sua vida a resgatar objetos e filmes, idealizando e criando a Cinemateca Francesa. Langlois teve um papel fundamental na formação de diversos cineastas, como a geração de jovens autores da nouvelle-vague, Walter Salles e outros.
Vem um gringo. Você vai mostrar a cidade para ele. Abre-se então um abismo. Qual São Paulo mostrar: a do Brasil, ou a do mundo? Um fim de semana é pouco para conhecer tanto uma quanto outra. E, por mais que você argumente que as duas são uma só, que ser plural é exatamente a personalidade de São Paulo, etc et al não adianta. O gringo ou sai dizendo “This is NY, Tokio, Paris and London” ou sai dizendo “Hey, I’ve been to Brazil”.
Faça o teste faz-de-conta. Leve o gringo hipotético à feirinha do Bixiga, depois vá comer acarajé no Soteropolitano, seguido de um show no Sesc. Passeie pela rua Augusta (mas pare antes de virar Av. Europa!), uma ida a Embu, praia (vá por Mogi), chopinho no Filial, ou Genésio, ou Bar Leo. Um jogo no Pacaembu, capoeira na Praça da República, pastel com caldo-de-cana na feira e, como toque final, uma carne de sol no Andrade. Resultado: Brazil-zil-zil.
Agora mude: leve o irmão do seu amigo gringo imaginário para um drink no Spot, passear na Oscar Freire (mas pare antes de chegar na Augusta!), visitar o MASP ao cair da tarde, almoçar no MAM, um show no Auditório Ibirapuera, ver o Copan, balada no Bar Secreto, praia (vá pela Imigrantes), comida judaica na Shoshana e, para terminar, jantar no Dui. Já na espera do Dui ele está mandando SMS para os amigos de Los Angeles (lá são 6 horas mais cedo) dizendo que está visitando a melhor cidade do mundo. Pois é lá onde ele está: no mundo, não no Brasil. Para o efeito ser mais poderoso, tente fazer tudo isso evitando as Marginais.
Juntar as duas cidades na cabeça, e entender a mistura, não é coisa para gringo. É coisa para brasilianista, ou seja, um brasileiro profissional.
Eu ainda não sei misturar as São Paulos muito bem, e não decidi qual é a versão certa. Quando vou à Olinda, acho que São Paulo é tudo menos Brasil. Ou melhor, do Brasil só herdou os defeitos. O resto fez sozinha. Todo mundo que vem para cá vira outro: mais competente, mais informado, mais calejado também. O dinheiro faz ir de uma a outra, como uma passagem que você compra mas não viaja de avião, nem de ônibus, nem de trem. É viagem para cima, não para os lados.
Embarquei nesta há 17 anos. Aqui aprendi a comer pistache e azeite com pão. Só isso já faz de mim um gringo de mim mesmo. Assim como o sushiman cearense, premiado, finge que no seu sotaque não existem mais as velas de Mucuripe.